Por Paulinho Azevedo
Fluminense e LDU fizeram uma partida estranha , ontem de noite, no Equador. No primeiro tempo, praticamente só a equipe da casa jogou. No segundo, os cariocas voltaram melhor, mas pressionaram menos do que poderiam. No final, os dois times amorcegaram o jogo para que ele terminasse como estava. Nem parecia que estavam disputando uma final de Taça Libertadores.
O primeiro tempo teve cara de pelada. Muito toque de bola, poucas faltas, correria e vários gols. Os cariocas chegaram a dominar a situação por alguns minutos, mas depois que levaram o segundo gol a coisa desandou de vez.
Os donos da casa abriram o placar logo aos 2 minutos. Bieler recebeu cruzamento da esquerda e chutou forte, sem chances para o goleiro. Passado o susto, o Flu se lançou ao ataque. Aos 12 minutos, o argentino Conca cobrou falta com perfeição e empatou. Agora era a vez dos equatorianos terem que se recuperar do abalo, e eles conseguiram. Jogando rápido e usando muito bem as jogadas pela ponta, os anfitriões criaram várias chances. Aos 28 minutos, Fernando Henrique espalmou uma cobrança de falta e a bola foi parar nos pés do habilidoso Guerrón. O jogador chutou forte, no canto esquerdo, sem chances para o goleiro. Cinco minutos depois, após uma cobrança de escanteio, o Campos se antecipou `a zaga carioca e cabeceou para ampliar o marcador. Para encerrar a tragédia, no último minuto da primeira etapa, Washington (que estava na defesa) desviou um escanteio para o miolo da pequena área. Urrutia só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
O tricolor carioca foi para o vestiário baratinado, sem entender o que tinha acontecido. Mas parece que a conversa de Renato com seus jogadores colocou os ânimos e o espírito da equipe em ordem. O Fluminense voltou do intervalo com outra cara. Parecia que finalmente o grupo havia se dado conta da importância histórica do jogo.
Aos 6 minutos, Thiago Neves marcou de cabeça e diminuiu a diferença para 4 a 2. Ao contrário do primeiro tempo, que foi muito corrido, a segunda etapa foi bem mais cadenciada. Os jogadores da LDU mostraram cansaço, e os do Fluminense tocavam a bola sem muita pressa. Os dois lados davam sinais de estarem satisfeitos com o resultado. Os donos da casa administraram a vantagem obtida nos primeiros 45 minutos, e os visitantes tinham cumprido a tarefa de diminuir a diferença para poderem chegar vivos no jogo de volta. Mesmo sem mostrar grandes ambições, os times criaram boas oportunidades. Nos minutos finais a LDU botou uma bola na trave, dando um susto nos cariocas.
As duas equipes jogam e deixam jogar. O jogo de quarta que vem no Maracanã promete ser emocionante, digno de uma final de Libertadores. O Fluminense precisa ganhar por 3 gols de diferença para ser campeão. Vantagem de dois gols para o tricolor carioca leva a disputa para a prorrogação. Vale lembrar que nas partidas da final, o torneio continental não tem o maldito gol qualificado.
Na coletiva do final do jogo, Renato não exibia mais o sorriso que ostentava na noite anterior. Certamente o técnico não contava com o apagão coletivo de seus jogadores nos primeiros 45 minutos. Mas apesar do revés, que no segundo tempo foi amenizado, o treinador segue com esperanças de conquistar a taça. Seu único pedido para os torcedores foi que não deixem de ir ao Maracanã na próxima semana.
1 Comentário
Junho 27, 2008 às 3:59 pm
Olha Paulo foi um jogo muito incomum mesmo, no primeiro tempo parecia futebol de salão. A bola corre muito na altitude acho que os jogadores do Fluminense demoraram pra adaptar o passe a velocidade da bola. O segundo tempo não existiu né, deu até sono na torcida. Os dois times conformados com o resultado. Não sei se o Fluminense tem bala na agulha pra fazer três gols e não levar nenhum, vai precisar contar com atuações inspiradas de todos os seus jogadores e muitos erros do adversário. Empenho não vai faltar, ajuda da torcida também. Enfim, são esperados 90 minutos dignos de uma final do principal torneio do continente.