Julho 1, 2008

Clássico de iguais

Por Matheus Kern

Todo grande derby é marcado por pequenos detalhes que marcam para sempre a memória dos torcedores apaixonados. O clássico Gre-Nal é exatamente assim. Neste último, realizado no domingo passado e que terminou empatado, várias destas pequenas histórias não serão só debatidas com o decorrer da semana, mas sim até a data do próximo clássico, pela Copa Sul-Americana, no estádio Beira-Rio. A ‘Futebol em Destaque’ seleciona alguns destes protagonistas para uma análise mais profunda:

OS HERÓIS

Roger e Taison podem ser considerados os destaques mais positivos do clássico 370. Do lado tricolor, Roger não brilhou como se esperava, talvez devido a forte marcação sofrida por Edinho e Magrão, mas no momento decisivo, lá estava ele para converter a penalidade (com direito a paradinha) que decretou a igualdade no placar. Do lado colorado, Tite surpreendeu a todos utilizando o garoto Taison no lugar dos pretendentes Adriano e Gil, e o meia-atacante cumpriu o que houvera prometido: iria “pra dentro deles, sem medo de ninguém”. Pela esquerda, enquanto esteve em campo, não deixou o lateral gremista Paulo Sérgio avançar e foi um perigo constante para a defesa gremista. Nota 10 para os dois.

 

OS VILÕES

Renan foi o principal vilão do clássico, disparado. O pênalti infantil que cometeu e a conseqüente expulsão foram vitais para a não vitória colorada. Com o resultado praticamente garantido, o jovem arqueiro colorado fez algo que dele nunca se esperaria, mostra de que ainda não atingiu a plena maturidade. Já a colocação de Celso Roth como o vilão gremista não será tão consensual. Mas o técnico gremista preteriu o talentoso Rafael Carioca pelo burocrático Willian Magrão para “proteger a defesa”, segundo ele. Na segunda etapa, com a entrada de Carioca, o Grêmio pressionou e passou a criar muito mais. O quão diferente poderia ter sido o resultado se o Grêmio tivesse iniciado com outra escalação?

 

OS ILUMINADOS

 Tite e Rodrigo Mendes podem ser considerados os sortudos do clássico, sem querer tirar os méritos de nenhum dos dois. O técnico colorado, sob toda a desconfiança da torcida vermelha, escalou um time bem postado, apostando na juventude de Taison e na qualidade de Alex e Nilmar. Levou a melhor sobre o colega Celso Roth e vê se dissipar o preconceito de alguns colorados sobre o seu trabalho. O time começa a ganhar a cara de Adenor Bacchi. Mas mais do que Tite, Rodrigo Mendes é o iluminado da vez. Entrou quando faltavam poucos minutos para o final da partida, quase que despercebido. Quando o goleiro Renan subiu para mais uma boa defesa, Rodrigo Mendes só cumpriu seu papel, especulando na pequena área. O atacante não esperava ser chutado pelo goleiro colorado e cavar o pênalti que o Grêmio tanto precisava para não ser derrotado pelo rival em pleno estádio Olímpico.

No final, o empate foi mesmo o resultado mais justo. São pequenos detalhes e histórias que fazem o clássico Gre-Nal 370 entrar para a história. Assim como os outros 369 que já passaram.

Julho 1, 2008

Os brasileros que me perdoem, mas os europeus são fundamentais

Por Mônia Canalli

Como sempre, venho eu na contramão de tudo e de todos. Não vou comentar a peleia do GreNal de ontem. Deixo para meus companheiros de blog mais entendidos. Nem vou falar da final da Eurocopa (que jogaço am?!?) entre Alemanha e Espanha. Desta vez vou deter-me aos personagens destes espetáculos : os jogadores.

Já comentei aqui mesmo sobre o feitiço que o futebol traz para os torcedores. Para nós, ‘as torcedoras’, o fascínio é outro, e está lá, dentro do campo. É tanta perna torneada, tanta bravura, tanta testosterona….

Não posso deixar de confessar minha predileção pelos europeus, que, além de apresentar um futebol arte, parecem ter corpos e rostos feitos à mão. Dispensam a malandragem, reservada ao povo tupiniquim, e demonstram em campo a competência que lhes é conferida, sem tanta firula. São distintos, elegantes. A melhor definição seria ‘categóricos’, coisa que nos gramados daqui não têm vez.

É uma pena que este verdadeiro deleite tenha acabado neste domingo. Ficaremos órfãs de espetáculos e homens grandiosos. A marca Dolce e Gabbana convocou, em 2006, algumas belezinhas da Squadra Azurra para fotografar para sua coleção de cuecas (foto acima). Essa moda bem que podia pegar. Abaixo às chuteiras e camisetões escondendo tudo!!!

E esta é só uma amostra.

MAMMA MIA!!!

Junho 29, 2008

Duelo de estrategistas

                          

Por Matheus Kern

No clássico Gre-Nal 370, que se inicia às 18h10min deste domingo, no estádio Olímpico, não estão presentes apenas aqueles ingredientes que estamos acostumados a ver na maior disputa do Rio Grande do Sul. Este será particularmente marcado pela presença de dois técnicos peculiares nas duas casamatas do Olímpico, técnicos que possuem suas histórias intimamente atreladas à história da dupla Gre-Nal.

Celso Roth e Tite são dois técnicos que primam pela estratégia. No clássico deste domingo poderemos ver tanto Grêmio quanto Internacional postados de forma muito bem pensada durante esta semana de treinamentos. O lado tricolor, confiante pela boa campanha no Brasileirão, deve ter o “salto alto” cortado por Roth, que apostará suas fichas na inteligência de Roger, na velocidade de Perea e no oportunismo de Marcel.

Do lado colorado, estará a esperança e o otimismo do técnico Tite, que completará três jogos à frente do Internacional. É a oportunidade de ver se o time colorado finalmente conseguirá mostrar o bom futebol dos tempos do Gauchão, e motivos para que isso aconteça não faltam: Alex ainda é o mesmo bom articulador que marcou 18 gols no início do ano. Nilmar é um dos melhores centroavantes do Brasil, mesmo em uma fase de poucas luzes. E a defesa terá a volta de Sorondo, que ao menos é uma garantia de melhora na bola aérea colorada.

Motivos e ingredientes para que este Gre-Nal seja um grande clássico não faltam. Como a colega Caroline ressaltou, o favoritismo pesa de forma clara e gritante para o lado gremista, mas isso não quer dizer muita coisa em clássicos Gre-Nais. O Grêmio assumirá a liderança do Brasileirão e manterá a boa fase vencendo bem o rival? Ou o colorado mostrará forças ainda não vistas neste campeonato para vencer o rival em pleno estádio adversário? Esperemos o resultado. 

Junho 26, 2008

Flu leva 4, mas segue vivo

Por Paulinho Azevedo

Fluminense e LDU fizeram uma partida estranha , ontem de noite, no Equador. No primeiro tempo, praticamente só a equipe da casa jogou. No segundo, os cariocas voltaram melhor, mas pressionaram menos do que poderiam.  No final, os dois times amorcegaram o jogo para que ele terminasse como estava. Nem parecia que estavam disputando uma final de Taça Libertadores.

O primeiro tempo teve cara de pelada. Muito toque de bola, poucas faltas, correria e vários gols. Os cariocas chegaram a dominar a situação por alguns minutos, mas depois que levaram o segundo gol a coisa desandou de vez.

Os donos da casa abriram o placar logo aos 2 minutos. Bieler recebeu cruzamento da esquerda e chutou forte, sem chances para o goleiro. Passado o susto, o Flu se lançou ao ataque. Aos 12 minutos, o argentino Conca cobrou falta com perfeição e empatou. Agora era a vez dos equatorianos terem que se recuperar do abalo, e eles conseguiram. Jogando rápido e usando muito bem as jogadas pela ponta, os anfitriões criaram várias chances. Aos 28 minutos, Fernando Henrique espalmou uma cobrança de falta e a bola foi parar nos pés do habilidoso Guerrón. O jogador chutou forte, no canto esquerdo, sem chances para o goleiro. Cinco minutos depois, após uma cobrança de escanteio, o Campos se antecipou `a zaga carioca e cabeceou para ampliar o marcador. Para encerrar a tragédia, no último minuto da primeira etapa, Washington (que estava na defesa) desviou um escanteio para o miolo da pequena área. Urrutia só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

O tricolor carioca foi para o vestiário baratinado, sem entender o que tinha acontecido. Mas parece que a conversa de Renato com seus jogadores colocou os ânimos e o espírito da equipe em ordem. O Fluminense voltou do intervalo com outra cara. Parecia que finalmente o grupo havia se dado conta da importância histórica do jogo.

Aos 6 minutos, Thiago Neves marcou de cabeça e diminuiu a diferença para 4 a 2. Ao contrário do primeiro tempo, que foi muito corrido, a segunda etapa foi bem mais cadenciada.  Os jogadores da LDU mostraram cansaço, e os do Fluminense tocavam a bola sem muita pressa. Os dois lados davam sinais de estarem satisfeitos com o resultado. Os donos da casa administraram a vantagem obtida nos primeiros 45 minutos, e os visitantes tinham cumprido a tarefa de diminuir a diferença para poderem chegar vivos no jogo de volta. Mesmo sem mostrar grandes ambições, os times criaram boas oportunidades. Nos minutos finais a LDU botou uma bola na trave, dando um susto nos cariocas.

As duas equipes jogam e deixam jogar. O jogo de quarta que vem no Maracanã promete ser emocionante, digno de uma final de Libertadores. O Fluminense precisa ganhar por 3 gols de diferença para ser campeão. Vantagem de dois gols para o tricolor carioca leva a disputa para a prorrogação. Vale lembrar que nas partidas da final, o torneio continental não tem o maldito gol qualificado.

Na coletiva do final do jogo, Renato não exibia mais o sorriso que ostentava na noite anterior. Certamente o técnico não contava com o apagão coletivo  de seus jogadores nos primeiros 45 minutos. Mas apesar do revés, que no segundo tempo foi amenizado, o treinador segue com esperanças de conquistar a taça. Seu único pedido para os torcedores foi que não deixem de ir ao Maracanã na próxima semana.

Junho 24, 2008

Tudo é Grenal

 

Por Caroline Borges

Entramos na semana Grenal. Nem o mais otimista dos gremistas e nem o mais pessimista dos colorados imaginaria as circunstâncias que seus times viveriam antes do clássico.

Prestem atenção, temos um Grêmio com um  técnico contestado por todos, jogadores desconhecidos, eliminado da Copa do Brasil e do Gauchão e que, acreditem, é líder do Campeonato Brasileiro, após sete rodadas com um magnífico aproveitamento de 76%. Do outro lado temos o todo poderoso Internacional, com uma das folhas de pagamento mais caras do país, aclamado como um dos times com o grupo mais completo do Brasil, candidato ao título do campeonato nacional, com jogadores experientes e talentosos, atual Campeão Gaúcho e que, pasmem vocês, é apenas o 15º colocado no mesmo campeonato liderado pelo rival, e tem somente 33% de aproveitamento. Os colorados contaram com a saída do técnico Abel Braga e com a do seu maior ídolo Fernandão, mas mesmo assim a situação do time é constrangedora.

Nessas condições é que Internacional e Grêmio se enfrentam no próximo fim de semana, no estádio Olímpico. O Grêmio quer a vitória para confirmar a boa fase e implantar de vez a crise no rival. O Inter precisa vencer o clássico para, como dizem “arrumar a casa”, e reencontrar o rumo dentro do campeonato. O favoritismo, amigos, é todo tricolor. O Grêmio joga em casa, vem embalado pela boa campanha, conta no momento com um time muito mais entrosado e organizado que o do Inter. Outro fator, faz tempo que o time colorado não sabe o que é vencer longe do Beira-Rio. 

Apesar de tudo isso, nós que acompanhamos futebol, sabemos que em clássicos nem sempre a lógica prevalece. Muito seguidamente somos surpreendidos com resultados que contrariam a razão. Façam suas apostas e que o próximo Grenal nos presenteie com um grande jogo de futebol.

Junho 20, 2008

Um Larry Triste

 

Por Matheus Kern

Canhotinho lança para a esquerda, Bodinho domina no peito e já olha para o companheiro desmarcado na grande área, dando um passe magistral por cobertura. Larry, o “centroavante Gre-Nal”, domina macio à bola no peito fazendo-a deslizar pelo gramado, olha para o goleiro, o goleiro olha para ele. O gol é mais que certo. O estádio pára. A cidade pára. Apenas o som da respiração ofegante do centroavante colorado.

 
Das arquibancadas do novíssimo estádio Olímpico Monumental, recém inaugurado e ainda com aquele cheirinho de tinta recém espalhada pelas paredes, eu vibrava contido à beira do gramado com mais um gol – gol não, golaço – de Larry Pinto de Faria, o homem que marcava seu quarto gol e em cima do arqui-rival. Mas aquela não era uma ocasião qualquer. Neste dia, o Grêmio Football Porto-Alegrense inaugurava sua nova sede, sua nova casa, seu novo estádio. Placar final: Grêmio 2 x 6 Internacional. Inesquecível e inacreditável. E eu estava ali, presente em mais uma data que se tornaria histórica nos alfarrábios desta rivalidade. Sentia-me um privilegiado, sem sombra de dúvida.

 
Carioca, nascido em Nova Friburgo, dia 3 de novembro de 1932, Larry foi contratado para jogar no Internacional em maio de 1954, depois de ter integrado o time juvenil do Fluminense e disputado os Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, com a camisa do Brasil. Nome lendário na história do clube, Larry foi titular absoluto, de 1954 a 1962, de um ataque extraordinário, que inclui a grande parceria formada com o nordestino Bodinho. Privilegiado que era, trabalhando na função de repórter para um jornal local, pude conversar com o herói daquela tarde cinzenta de Porto Alegre. E Larry não estava feliz. Aquilo me incomodava a ponto de quase esmurrá-lo na cara. Porque diabos ele não esboçava um sorriso sequer?

 
Em uma espécie de interrogatório (não de entrevista), comecei a questioná-lo do por que não estava feliz com a grande vitória de seu time em pleno estádio rival. Com lágrimas nos olhos, foi então que o maior centroavante da história do Internacional começou a me revelar o sonho que tivera na noite anterior. “Mergulhado em meus devaneios esta noite, sonhei que o Internacional alcançava glórias jamais imaginadas por seus torcedores. Estava em terras distantes, e enfrentava um time de poderio gigantesco, espanhol se não me engano. O colorado venceu por 1 a 0 em uma tabela de dois “estrangeiros”, como eu e Bodinho, um era cearense e outro alagoano. O Inter era campeão do mundo”, revelou o centroavante, triste. Surpreso, perguntei o porquê da apatia, se o sonho havia sido maravilhoso! Larry então completou:
- Estou triste porque, no mesmo sonho, vi que aqueles dois que planejaram toda jogada que resultou no gol do título, foram depois destratados pelo clube e dispensados como dois desconhecidos.

 
  Foi então que entendi o sofrimento do homem que recém havia deixado nas redes do estádio Olímpico sua marca. Larry havia previsto o futuro. Havia percebido que mesmo anos luz a sua frente, o Internacional ainda não teria aprendido a valorizar seus ídolos. Iarley e Adriano Gabiru, heróis no Japão, são a prova viva disso. Era por isso que o centroavante pesava seu queixo entre as palmas das duas mãos, num muxoxo. Jamais imaginaria que o veria daquele jeito. Um Larry triste.

 

Junho 19, 2008

Brasil e Argentina Não Saem do 0 a 0 no Mineirão

Por Paulinho Azevedo

Brasil e Argentina entraram em campo na noite de hoje querendo vencer. A pressão sobre os brasileiros era maior, por jogarem em casa, mas uma derrota também viria em péssima hora para os argentinos. Não que as equipes estejam em uma situação desesperadora na tabela das Eliminatórias para a Copa de 2010, mas suas torcidas são exigentes, e custariam a aceitar dois resultados ruins em seqüência. No fim, o jogo terminou empatado em 0 a 0.

No último domingo, o time de Dunga fez uma péssima apresentação diante do Paraguai e perdeu por 2 a 0, em Assunção. Já a equipe de Alfio Basile quase perdeu diante de sua torcida para o Equador. O gol de empate dos argentinos saiu nos últimos minutos de jogo. O Brasil foi criticado por ter jogado sem um esquema tático definido, e pela apatia de seus jogadores em campo. A Argentina além de ter perdido dois pontos importantes, começou a viver um clima de instabilidade em seu vestiário devido a brigas de vaidades entre seus dois craques, Messi e Riquelme.

Apesar da grande expectativa que se criou, o jogo não foi tão emocionante quanto se esperava. Os brasileiros mostraram a tão cobrada raça, mas com pouca criatividade, não conseguiram criar muitas chances. Na melhor delas, aos 22 minutos de jogo, Júlio Baptista pegou um rebote da zaga e chutou alto e forte. Abbondanzieri, bem posicionado, fez a defesa. Depois desse lance, o goleiro argentino foi pouco exigido.

O ataque da Argentina tocava melhor a bola, mas pecava na hora da finalização. Messi, que pelo jeito deixou no vestiário as desavenças com Riquelme, perdeu alguns chutes que normalmente não erraria. Mas mesmo sem estar com o pé calibrado, o craque do Barcelona deu um susto em Júlio César no finalzinho do jogo. O argentino obrigou o goleiro brasileiro a fazer uma grande defesa, e no rebote quase matou o jogo. Para alivio da torcida, a bola saiu.

Obviamente que o público do Mineirão não ficou satisfeito com o resultado. O técnico Dunga foi chamado de “burro” várias vezes, e no final ainda teve que ouvir as arquibancadas gritando “adeus”, para ele. Treinar a seleção pode trazer muitas glórias, mas com certeza traz enormes cobranças, por isso é bom o treinador ir logo se acostumando com essa realidade de vaias. Para mudar isso, basta apresentar um futebol digno da amarelinha.

O próximo jogo do Brasil pelas Eliminatórias será em setembro, fora de casa, contra o Chile. Como estarão os ânimos para essa partida ainda é difícil de prever, pois teremos uma Olimpíada nesse meio tempo. Se voltar da China com o inédito e sonhado ouro olímpico, Dunga cairá nas graças da nação e terá tranqüilidade para continuar o seu trabalho. Caso contrário, a pressão ficará enorme e duvido que ele se sustente no cargo até o final do ano.

Junho 18, 2008

Eliminatórias para a Copa do Mundo

Por Mônia Canalli

Ué…
Perdoem a falha dos meus meninos do futebol. Eles esqueceram da semana espetacular da Seleção Brasileira. Ou esqueceram ou preferiram esquecer.Eles podem responder mais além.
Não vou me aventurar comentando lance a lance os jogos do Brasil contra Venezuela (vexame I) e Paraguai (vexame II). Vou me limitar a dar uma opinião pessoal, leiga eu diria. Ambos os jogos só mostram o que anda acontecendo com o futebol no Brasil, ou melhor, com os jogadores brasileiros. Sim, porque grande parte da seleção canarinho é composta por jogadores que há muito não pisam nos gramados daqui. Estão espalhados por Europa e Ásia, ganhando seus milhõezinhos. Não que esta seja uma conduta criticável, mas isto só contribui para acabar com o entrosamento do time.
Volta e meia eu me dava ao trabalho de assistir lances das partidas e sempre me perguntava: ‘Quem é esse? Aaaah…Joga onde?’. Cadê Ronaldinho, cadê Kaka…Não que estes sejam a solução mas…já que os que jogam em solo brasileiro não servem…
Aliás, cadê o melhor futebol do mundo?Era aquilo?
Até fiquei feliz com a vibração contagiante dos paraguaios que nem acreditavam no que viam, um adversário apático, despreparado e desesperado.
Hoje é a vez da Argentina. Para mim, um desastre anunciado. Muitos ainda acreditam na força brasileira contra nossos ‘rivais-mor’. Repito: se o time que entrar em campo for o mesmo de domingo, vamos assistir a um tango portenho dos melhores.
Esperemos….

Junho 16, 2008

A força de Carvalho

Por Matheus Kern

Foi uma semana de notícias completamente atípicas nas cercanias do estádio Beira-Rio. Depois de algumas desavenças e discussões, o nome de Adenor Bacchi foi anunciado pela direção como a solução para os problemas que o time vem enfrentando, como a falta de foco e a desmotivação. Seu nome foi respaldado por ninguém menos que Fernando Carvalho, ex-presidente colorado que agora assume a função de assessor do vice de futebol.

Os fatos inusitados se perduraram pelo final de semana. Primeiro, a despedida surpreendente de Fernandão, que fez da manhã de sábado um dos piores dias na vida dos colorados. Pela tarde, o petardo certeiro de Edinho no ângulo esquerdo do goleiro botafoguense e a volta às vitórias sob o comando do novo técnico Tite.

Mas o fato mais interessante a ser ressaltado aconteceu no pós-jogo, no ambiente e no clima que pôde ser percebido no vestiário colorado após a vitória. Todos os jogadores se abraçavam, Tite batia no peito de cada um com os olhos marejados, e depois abraçava-os como se fossem seus próprios filhos. Foi então que o homem de cabelos grisalhos, com um sobre-tudo que o vestia até os pés, adentrou com um sorriso de orelha a orelha. Fernando Carvalho recebeu um abraço de Tite que tirou seus pés do chão, em uma cena particularmente engraçada de se ver. O ex-presidente, que comandou o Internacional no maior título da sua história, reuniu todos, jogadores e dirigentes, em uma grande roda e começou a bradar um discurso de arrepiar qualquer torcedor:

“Garra! Determinação! Nenhuma estrela! Ganha o coletivo! Esse é o Internacional! Esse é o Internacional que nós queremos daqui pra frente! E eu tenho certeza, se nós mantivermos essa vontade nós vamos chegar! Nós vamos chegar! Nós vamos chegar!”

Estes dois últimos gritos do discurso foram bradados por todos que estavam na roda, e seguidos de uma oração do Pai Nosso. Isso demonstra a energia e a força que a simples presença de Fernando Carvalho traz ao grupo de jogadores do Internacional. Eles sabem que ali está um homem que já ganhou tudo que podia, e que sabe o caminho para se chegar lá. O otimismo está de volta. 

Junho 16, 2008

Cerveja cura

Estoque de cerveja

Por Luiz Jacomini

Companhia constante de torcedores e de alguns jogadores, a cerveja deixa de ser vilã da saúde e ganha força com nova pesquisa. Cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria realizaram um estudo que comprovou que o consumo de cerveja em doses moderadas ajuda no combate de processos inflamatórios e infecções. O recomendável é que mulheres tomem dois copos de cerveja, enquanto homens podem consumir 4 copos em um dia.

As substâncias da cevada, que é a base da preparação da cerveja, se assemelham às propriedades terapêuticas encontradas nos vinhos, no chá verde e preto. A bebida ainda proporciona, de acordo com a pesquisa, efeitos tranqüilizantes no organismo por estimular a produção da serotonina, substância que é um neurotransmissor conhecido como o “hormônio da felicidade“, que afeta o humor e a ansiedade.

A informação promete mudar a forma de preparação física dos jogadores. Já estão sendo providenciadas nos departamentos médicos geladeiras de cerveja para o tratamento de atletas lesionados. A preocupação agora é se vai ter gente fingindo que está machucada para se tratar à base de cevada.

Se você não é jogador, também fica a dica: Da próxima vez que ficar doente, ao invés de ir ao médico, vá ao bar mais próximo e tome uma cerveja com os amigos que de acordo com estes cientistas você vai ficar curado rapidinho.